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Vivemos em dias de grandes pressões para desestruturar, desestimular e enfraquecer a família. Quero lembrar que a família é a base para qualquer sociedade estruturada e vencedora.
É na família que todos os seres humanos recebem formação, identidade, educação e auto-estima. Família destruída é sinônimo de sociedade fracassada.
E uma sociedade que não respeita seus idosos, desrespeita o futuro e coloca em risco sua posteridade, seu legado.
Na semana em que comemoramos o Dia Nacional do Idoso, a realidade nua e crua de nosso país é vergonhosa, desastrosa.
Há cerca de 13 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade no Brasil e projeções estimadas dessa parte da população alcançariam os 35 milhões de pessoas em 2025, com alguns fatores de variação, claro.
A questão é; o que fazer quando não há dignidade para uma população, que está envelhecendo rapidamente?À despeito de seu país estar em franco desenvolvimento! Qual a qualidade de vida que nossos sábios senhores terão? Se nem mesmo os que se encontram em idade economicamente ativa tem qualquer garantia?
Onde estão as políticas públicas que resguardariam nossos idosos em sua melhor idade? O que temos feito para proteger nossa herança cultural?
Nos tempos bíblicos, o homem idoso era respeitado por sua sabedoria e conhecimento. Hoje, nossos idosos estão abandonados à própria sorte, muitos ainda trabalham para se sustentar, apesar do avanço da idade e das limitações impostas pelos muitos anos.
Infelizmente não temos muito o que comemorar. O que temos é uma preciosa lição de vida ensinada por esses maravilhosos brasileiros: – A vida vale à pena ser vivida!
Dep. bispo Rodovalho
Brasília, 02/09/09.

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