A quem deve pertencer o poder?

O grande risco do poder é que ele embriaga. O homem que se embriaga pelo poder é a pessoa menos indicada para possuí-lo, principalmente o poder secular que é muito perigoso. E daqui vem o risco do poder. Contudo, o que corrompe não é poder, mas o coração do homem. O poder tem que estar nas mãos de pessoas certas, de caráter, compromissadas com valores que não podem ser esquecidos. Uma pessoa que não crê em Deus, por exemplo, possui compromisso só com os homens. Não acredita que existem olhos sobrenaturais vendo tudo o que ela faz. Então, corrompe-se porque acha que ninguém “maior” está observando.

A felicidade não está em suprir todos os desejos da alma. Isso gera infelicidade, uma vida vazia, sem desafio, sem meta, sem destino. Desafios são a melhor coisa que temos. Eles nos ajudam a crescer, a aperfeiçoar-nos. Uma das coisas que destruíram a essência do cristianismo foi o humanismo, que prega que a felicidade do homem é viver para si. O homem não é feliz quando faz dele o centro.

O homem não pode dar a si tudo o que sua alma deseja. Caso contrário, irá cair num buraco sem fundo. Saber viver dentro dos limites da Palavra de Deus é uma bênção! A sociedade ocidental, dizendo-se livre, tornou-se escrava dos seus desejos, das suas paixões, em busca da felicidade. Foi exatamente nesse laço que Davi caiu.

Às vezes consideramos alguém poderoso, forte, conhecido, autossuficiente em seu próprio poder, mas aos olhos de Deus ele continua frágil, débil e imaturo. Deus não tem medo de conceder poder ao homem. Deus não amaldiçoa o poder como muitos pensam, mas abençoa os que são íntegros realmente. Quem tem poder traz normalmente consigo duas direções: de ser bênção ou maldição. É comum depararmos com homens que usam do “servir” para obter  poder, enquanto que o plano de Deus é dar-nos poder para que tenhamos as condições de servir.

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