A TRANSFORMAÇÃO DO CRISTÃO

O ministério da Igreja é principalmente tirar pessoas presas por espíritos, que estão de forma explícita cativas. De alguma maneira os homens que não conhecem a Deus estão presos por espíritos. 

Paulo nos fala de pessoas cujos entendimentos estão sendo levados pelo curso deste mundo e seguindo a vontade do diabo. O fato de as pessoas não estarem recebendo influências de opressões malignas não garante que não estejam sendo influenciadas pelo inimigo. Existe um véu que está posto no coração dos homens. E este véu foi posto pelo próprio Satanás, para levar-nos a fazer a sua vontade nesta existência. Isto leva os homens a não verem o verdadeiro propósito da vida, prendendo-se naquilo que não tem nenhum valor. “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência” (Ef. 2:1-2). “Nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus” (11 Co. 4:4). Como Igreja do Senhor temos a responsabilidade de tirar as pessoas do domínio do reino das trevas, do seu senhorio e governo, e fazemos isto por meio da pregação do evangelho. Ao nascer de novo, uma pessoa está iniciando um processo de transformação em sua vida, e o normal é que ela corte o contato e as vias que expressem a vontade do inimigo. A experiência que ela teve com o Senhor deve levá-la a mudanças em seus sentimentos e inclinações. Do ponto de vista do Novo Testamento, a experiência de salvação era o que gerava transformação no caráter e hábitos de uma pessoa. É claro que na Bíblia encontramos o desafio para crescermos e desenvolvermos este caráter até a imagem de Jesus, porém quando havia salvação, havia transformação. A força e o poder do ministério da Palavra, ou seja, da semente pregada pelos irmãos e a ênfase enfocada pelos ministérios produziu uma transformação profunda nos homens e na sociedade, que mudou o mundo. Para que se produza a transformação que Deus espera em nossas vidas, encontramos três elementos operando na vida da Igreja do Novo Testamento. Como dissemos, o primeiro elemento era o próprio ministério da palavra em sua força e ênfase original. À medida em que o tempo passa, a semente tem se enfraquecido e por sua vez gera frutos mais fracos e deficientes. Há necessidade de uma palavra forte, com unção e autoridade profética, produzindo frutos segundo o Novo Testamento. Portanto, o primeiro elemento é a própria semente da palavra, que tinha um poder e um enfoque diferente também. Por enfoque queremos dizer o ensino. A palavra pregada já trazia as aplicações corretas nas vidas das pessoas. O ensino de Jesus e dos apóstolos era tão claro e prático, que os novos convertidos relacionavam sua conversão com ações práticas. O desafio apresentado pela Igreja hoje, salvo exceções, é para se experimentar uma emoção ou um sentimento diferente, e não uma vida diferente. Portanto, o segundo elemento que produzia vidas transformadas na Igreja foi o ensino enfocado de forma correta. Não apenas levar as pessoas a experimentarem sentimentos diferentes, mas entenderem que a experiência mística tinha que substancializar-se em ações práticas de obras de Deus através de suas vidas. Em terceiro lugar, encontramos os dons do Espírito operando por meio da Igreja para gerar as transformações necessárias. A Igreja estava equipada com todos os dons distribuídos por Deus. A ação destes dons na vida prática da Igreja do Senhor trazia uma força a mais e o temor necessário, como no caso de Ananias e Safira e o apóstolo Pedro. A palavra de conhecimento na vida de Pedro e dos apóstolos exigia seriedade por parte da Igreja a eles comprometida. Os dons do Espírito atuavam também como meio para produzir cura nos novos convertidos. Paulo nos diz que os segredos do coração serão descobertos, portanto, estes três elementos: a Palavra, o ensino correto ou enfoque certo, e os dons que equipam a Igreja, agiam para produzir transformações em cristãos segundo a vontade de Deus. “Ora, os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo…” (I Co. 12:4-11). “Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um…” (Rm. 12:3-8)…. Ananias, porque encheu satanás teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo… Porque entrastes em acordo para tentar o Espírito do Senhor?” (At. 5:1-11)…. tornam-se-lhe manisfestos os segredos do coração, e, assim, prostando-se com a face em terra, adorará a Deus, testemunhando que Deus está, de fato, no meio de vós” 

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