AS FIGURAS DA VELHA ALIANÇA PARTE 1



Podemos ver como Deus organizou a vida cristã, por meio das figuras do Velho Testamento.
Sabemos que Deus tirou Seu povo do Egito. Ele os visitou, e operou sua libertação.
“… mas o Senhor endureceu o coração de Faraó, que não permitiu saíssem da sua terra os filhos de Israel” (Ex. 11: 1).
“… Naquele mesmo dia, tirou o Senhor os filhos de Israel do Egito, segundo as suas turmas” (Ex. 12). Em I Co. 10: 1-13 encontramos o Senhor dizendo que aquelas coisas aconteceram como figura para nosso ensino e correção. O que Deus fez com o Israel natural retrata as experiências do Israel espiritual. Deus retirou Israel do Egito passando pelo Mar Vermelho e pelo deserto, onde enfrentou provas e tribulações e pelo Rio Jordão, chegando a Canaã. Isto nos fala como figuras. Sabemos que o Egito tipifica o mundo com o diabo como seu faraó. Quando nos convertemos, saímos de debaixo do jugo e governo dele, e passamos a ser de outro Rei, o Senhor. Para tirar o povo do Egito, Deus levou-o ao Mar Vermelho. Paulo nos diz que o Mar Vermelho fala-nos do batismo nas águas e no Espírito Santo. Deus, por meio das águas, nos leva à experiência da separação do Egito, que é o mundo. Após o batismo, somos levados ao deserto. O Senhor diz que passou Israel pelo deserto para prová-lo e ensiná-lo a depender totalmente dEle. Assim é conosco: somos levados por meio das provas a confiar, crer e depender totalmente de Deus. Vemos que no deserto Deus estava circuncidando o coração de Israel. E, em nossas provas, Deus também está ensinando a obediência. Até Cristo aprendeu lições de obediência pelas coisas que sofreu; e isto é propósito do deserto, portanto, após a conversão e o batismo nas águas e no Espírito Santo, temos que nos preparar e nos dispor para irmos ao deserto, onde Deus tratará e circuncidará nossos corações. “Ora irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar, tendo sido todos batizados, assim na nuvem como no mar, com respeito a Moisés” (I Co. 10: 1-2 “Ele te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conhecias, nem teus pais o conheciam, para te dar a entender que não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do Senhor viverá o homem” (Dt. 8:3)…. embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu…” (Hb. 5:8). Quando o Senhor trata com nossos corações não indica que temos de reagir negativamente. Deus purificou e tratou com Israel no deserto, porém não significa que eles tinham que pecar na hora do tratamento. Jesus nos diz que na hora da prova podemos ou não cair, dependendo de nossa reação. Quando Deus nos prova, quer que fique claro tudo que· pode estar no fundo de nossos corações e não percebemos. Muitas pessoas se amarguram contra Deus por causa da provação que estão passando, e assim se fecham e a graça de Deus para de fluir em seus corações… e não nos deixe cair em tentação; mas livra-nos do mal” (Mt. 6:13). Em Hb. 12:15, o Senhor diz “…atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos pertube, e por meio dela, muitos sejam contaminados”. Se nos amarguramos contra Deus e contra as pessoas e nos fechamos, então a graça de Deus deixa de fluir em nossas vidas; e o que nos amargura muito é o deserto. Não entendemos o porquê de estarmos sofrendo, não vemos que Deus nos trata com amor. O que Deus quer é o nosso bem, porém realmente temos que aceitar a correção do Pai. Deus nos disciplina para o nosso bem e amor a nós. Ele disciplina a quem é filho. A disciplina e a correção que vêm no deserto são para nos ensinar a sujeição ao Pai. E isto é uma grande bênção, portanto, quando o sol esquentar e situações problemáticas e pressões vierem sobre nós, temos que dar graças a Deus e nos submeter a Ele. Deus levou Israel ao deserto para falar-lhe e circuncidar-lhe o coração, e é isto que quer fazer conosco: circundar o nosso coração. “Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados fruto de justiça” (Hb. 12:11). 

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