Banco cancela exposição que fazia apologia à pedofolia e zombava religião

Nos últimos dias, um assunto polêmico tomou conta das redes sociais e repercutiu na sociedade civil causando revolta em muitas pessoas. Uma mostra de artes, promovida pelo banco Santander Cultural, intitulada “Queermuseu – cartografias da diferença na arte da brasileira” reuniu obras de 85 artistas, incluindo os mundialmente conhecidos Alfredo Volpi e Cândido Portinari, no museu de Porto Alegre e seria exposta até o dia 8 de outubro.

Mas, após inúmeras críticas de movimentos religiosos e do Movimento Brasil Livre (MBL), que acusaram os organizadores de fazerem apologia à pedofilia e zoofilia na exposição, o banco decidiu cancelar a exposição.  Os movimentos também fizeram campanhas virtuais para que os correntistas do banco, que mantém o centro, cancelassem suas contas como forma de boicote.

Em nota nas redes sociais, o Santander disse que recebeu as manifestações das pessoas e pediu desculpas a quem se sentiu ofendido por alguma das peças exibidas. Entre os trabalhos polêmicos estão a imagem de Jesus Cristo ao lado de um veado, hóstias — símbolos sagrados católicos — com escritos remetendo ao erotismo, o desenho de uma criança com o texto “criança viada, travesti da lambada” e imagens de sexo com animais.

O banco divulgou nas redes sociais uma nota sobre a a antecipação do fim da exposição. O que eles disseram: 

“Nos últimos dias, recebemos diversas manifestações críticas sobre a exposição Queermuseu – Cartografias da diferença na Arte Brasileira, inaugurada em agosto no Santander Cultural. Pedimos sinceras desculpas a todos os que se sentiram ofendidos por alguma obra que fazia parte da mostra.”

“O objetivo do Santander Cultural é incentivar as artes e promover o debate sobre as grandes questões do mundo contemporâneo, e não gerar qualquer tipo de desrespeito e discórdia. Nosso papel, como um espaço cultural, é dar luz ao trabalho de curadores e artistas brasileiros para gerar reflexão. Sempre fazemos isso sem interferir no conteúdo para preservar a independência dos autores, e essa tem sido a maneira mais eficaz de levar ao público um trabalho inovador e de qualidade.”

“Desta vez, no entanto, ouvimos as manifestações e entendemos que algumas das obras da exposição Queermuseu desrespeitavam símbolos, crenças e pessoas, o que não está em linha com a nossa visão de mundo. Quando a arte não é capaz de gerar inclusão e reflexão positiva, perde seu propósito maior, que é elevar a condição humana.”

“O Santander Cultural não chancela um tipo de arte, mas sim a arte na sua pluralidade, alicerçada no profundo respeito que temos por cada indivíduo. Por essa razão, decidimos encerrar a mostra neste domingo, 10/09. Garantimos, no entanto, que seguimos comprometidos com a promoção do debate sobre diversidade e outros grandes temas contemporâneos.”

Debochar de símbolos religiosos não é cultural, é falta de bom-senso e educação. Instigar crianças à pornografia é um ato infame.  Não devemos brincar com o sagrado. Não devemos brincar com a estrutura emocional de uma criança. Deboche não é cultura. Devemos sim refletir e respeitar todas as questões de diversidade e questões de gênero, mas não devemos incitar a falta de respeito e fazer apologia a temas tão profundos e delicados de nossa sociedade. 

Fotos da exposição:

Com informações dos sites r7.com e veja.com

Um comentário em “Banco cancela exposição que fazia apologia à pedofolia e zombava religião

  1. Uma vergonha para com os brasileiros e o Brasil. Como se já não bastasse o que já estamos passando com a corrupção de nossos governantes, ainda temos que assistir a esta falta de respeito. Tem que haver punição para os responsáveis por esta vergonha intitulada exposição.

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