Barack Obama, Tony Blair e a nova geração.

Considero-me privilegiado, por neste momento de nossa conjuntura política internacional poder estar presente no evento onde as mentes mais célebres e prestigiadas expuseram suas idéias, seus planos sobre o futuro de nossas nações, os desafios que nos apresentam e qual a melhor forma de enfrentá-los.
Parlamentares e líderes de diversas nações, puderam se unir em torno de uma palavra simples e direta. A fé humana em um Ser Supremo, a serviço da humanidade, como fator de aglutinação e não de divisão e guerras.
Não apenas cristãos, mas pessoas de diversas religiões estão ali, no simples intuito de poderem expressar seus pensamentos e ouvirem uns aos outros.
Há dois anos, minha companheira de mesa foi a então ex-primeira ministra e hoje mártir, Benazir Buto. Foi interessante ver e conversar pessoalmente com uma mulher de fibra capaz de desafiar um sistema tão forte e radical, como o sistema de governo, a cultura e a religião que predomina no Paquistão.
Ouvimos como ela se portava frente ao enorme desafio de voltar ao seu país e enfrentar a possibilidade de seu sacrifício, por amor ao seu povo. Era a missão que acreditava ter recebido.
Neste ano, foi igualmente emocionante ouvir as palavras do ex primeiro ministro britânico, Tony Blair, ao falar sobre os dilemas da humanidade, que enfrentamos em nossa geração e a melhor forma de nos colocarmos frente a eles.
Como um homem, com toda a experiência, e a visão que seu cargo lhe trouxe, enxerga a vida e luta por ela?
Não falamos de uma pessoa apenas bem intencionada ou impulsionada por um idealismo, mas de alguém que teve tamanho poder para intervir nas relações humanas dos países e dos indivíduos. De alguma forma os “ex”, trazem melhor leitura e visão do quadro geral do que os que estão em meio ao processo da administração do poder.
É a visão dos que conseguem sair do meio da selva de edifícios e enxergar a cidade, por fora e de longe. A visão é ampla e melhor do que, enquanto estão dentro dela.
Ouvir Tony Blair, falar dos limites das paixões por mudanças, por mais bem intencionadas que sejam, colocam nossos pés no chão. Ouvi-lo falar que nem sempre os sonhos e as novas propostas nos conduzem para uma vida melhor. E logo em frente ao maior ícone da política moderna, presidente Barack Obama, é um privilégio sem precedentes.

E finalmente, ouvi-lo falar sobre sua experiência de luz espiritual, que o motiva e o fortalece frente às situações mais difíceis é emocionante, e nos remete ao pensamento que não importa a altura onde os homens possam ter chegado, todos precisam da fé interior como fonte de força e inspiração. Melhor ainda foi ouvi-lo dizer do alto de sua experiência, que o humanismo não tem as repostas para as grandes perguntas de nossa existência, e que a fé em um Deus pessoal ainda continua a ser o grande baluarte da nossa existência. Após as palavras de Tony Blair, foi à vez do presidente Barack Obama que discorreu sobre o momento em que estamos passando e na inter-relação global que nos une como nações, independente de nossos desejos ou vontades. Estamos todos no mesmo barco.
Não importa por quais motivos chegamos até aqui, o importante agora é encontrar a saída. E essa foi sua missão elegida.
Obama parece livre de qualquer espírito de revanche. O peso de sua responsabilidade é o que parece nortear suas palavras e seus atos.
Reafirmando seus compromissos básicos de campanha, especialmente aquele que ele acredita serem os que mais possuem raízes no cristianismo, Barack Obama, lembrou que são inaceitáveis algumas decisões da administração anterior que, cerceava o direito de igualdade e de oportunidades a todos.
Sem o compromisso de politizar, presidente Obama, colocou sua experiência de vida, e como venceu sempre seus maiores desafios sempre movido por fé e pela pureza de coração e sinceridade.
Obama aparenta realmente acreditar nesses valores, e está disposto a lutar por eles.
Impressionante, foi ouvi-lo dizer a receita de seu sucesso pessoal de vida “orar como se tudo dependesse de Deus, e trabalhar como se tudo dependesse de você.”
Em um palco como este, temos a oportunidade de ouvir não apenas celebridades, mas ver como enfrentam suas humanidades e idiossincrasias.
O evento acima de tudo trouxe-me a certeza de que definitivamente a responsabilidade de encontrar caminhos e soluções para nossas sociedades e nossos problemas está com a nossa geração. Parece que a contribuição das gerações anteriores foi dada e nos trouxe até aqui. Com tudo que a vida moderna tem de bom ou mau. De acertos ou de erros. A partir de agora é conosco.
Somos frutos de uma mesma onda de experiências e valores que presenciamos, e que escolhemos acreditar. Passamos pelos mesmos vales e chegamos até aqui.
Por isto, mentes como Barack Obama, Tony Blair e outros tem encontrado ressonância social e política, pela empatia com seus companheiros de viagem, nesta existência humana.

Deputado Rodovalho/ EUA

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