BÍBLIA – VERDADE OU FICÇÃO? PARTE II


A história dos manuscritos do Mar Morto

A história dos manuscritos do Mar Morto é uma história muito bonita, porque ela começa com um jovem chamado Mohamed Dib. Esse jovem era um pastor beduíno da tribo de Taahmed, e pastoreava por perto das montanhas de Qunram. Um belo dia, no ano de 1947, Mohamed saiu à procura de uma ovelha desgarrada, pelas ravinas rochosas da costa norte do Mar Morto.
Na tentativa de encontrar sua ovelhinha, que provavelmente havia entrado em alguma daquelas grutas nas encostas, jogou uma pedra no interior de uma caverna. Ao cair, a pedra deveria ter feito um barulho seco, mas aconteceu o oposto. A pedra fez um barulho estranho, como se houvesse quebrado um vaso.
Mohamed Dib procurou os companheiros de sua tribo, os quais juntos voltaram e entraram na escuridão da caverna. Pensaram que iam encontrar dinheiro, ouro ou tesouros, mas houve grande surpresa, pois o que acharam foram apenas velhos rolos escritos de livros, de papiros e que foram vendidos no mercado negro.
Colecionadores judeus e árabes adquiriram algumas peças,e um pacote de rolo passou de mãos em mãos, até chegar a um arcebispo ortodoxo de Jerusalém, chamado Yeshuet Samuel, o qual começou a partir daí um estudo minucioso e científico sobre aqueles manuscritos para saber qual a procedência deles.
Quando alguns peritos da American School of Oriental Research fizeram uma visita ao mosteiro de São Marcos, viram os documentos conservados. Aliás, sabe-se que alguns papiros semelhantes haviam sido queimados, servindo inclusive para acender fogo nos ajuntamentos de beduínos no deserto. Qual foi o susto, pois dentre aqueles rolos havia um rolo que era um texto do profeta Isaías. Essa notícia se espalhou por toda parte, começando então uma avalanche de escavações, na busca de encontrar outros manuscritos, sabendo que estes trariam grandes lucros.
Reunidos, estes manuscritos passaram por um crivo científico muito rigoroso. Há as figuras de duas pessoas que aqui precisam ser ressaltadas, pois tiveram uma participação valorosa neste processo de descobrimento. No ano de 1949, um teólogo chamado Hardging e o padre dominicano Holland Des Vox, diretor da Ecolé Biblique et Arqueology Française em Jerusalém, foram àquelas cavernas, vasculharam e encontraram os potes, porém acharam-nos todos vazios. A partir disso, eles começaram a estudar os fragmentos dos manuscritos, e estudaram também os tecidos que enrolavam esses pergaminhos, que eram confeccionados em linho.
Depois de várias análises, esses cientistas chegaram a pelo menos uma conclusão, a de que os objetos estudados datavam de um período entre 30 a.C a 70 d.C. Eles encontraram também 600 pequenos fragmentos de pergaminho e papiro, que permitiam reconhecer ainda as anotações manuscritas do primeiro e quinto livros de Moisés e do livro de Juízes. Pedacinhos de tecidos de linho que serviam para envolver os rolos completaram a fraca coleta desta incursão feita nas cavernas.
A convite dos americanos, o arcebispo Yeshuet Samuel viajou para os Estados Unidos em 1949, com seus preciosos rolos, deixando-os no Instituto Oriental de Chicago para exames.
Entre os peritos levantou-se uma animada polêmica sobre a autenticidade ou não dos documentos, e para esclarecer as dúvidas, recorreram a um dos métodos mais novos da universidade de Chicago, que aliás ficava bastante perto do Instituto onde estavam os manuscritos.
O teste do carbono 14
Os pesquisadores lembraram-se de que os físicos nucleares haviam começado a detectar a idade das substâncias orgânicas com o auxílio do contador Geiger, e tinham recentemente desenvolvido o método de detecção pelo isótopo de carbono 14.
Esse método tem por base o raciocínio de que, em virtude do bombardeio dos raios cósmicos vindos do espaço, os mesmos penetram incessantemente na atmosfera da Terra. O azoto transforma-se no isótopo radioativo do carbono 14… (continua)

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