Encontre a sua cidade de refúgio

O apóstolo Paulo disse: “Combati o bom combate,completei a carreira, guardei a fé” (2 Timóteo). É difícil em nossos dias encontrar pessoas que comprem essas três etapas. Muitos começam a carreira mas, não terminam, param no meio do caminho, são derrotados por diversas situações, dificuldades ou conflitos. É necessária uma forte decisão para chegar até o fim, para alcançar o alvo.

“Achei-me em espírito, no dia do Senhor, e ouvi, por detrás de mim, grande voz, como de trombeta, dizendo: O que vês escreve em livro e manda às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia. Voltei-me para ver quem falava comigo e, voltado, vi sete candeeiros de ouro e, no meio dos candeeiros, um semelhante a filho de homem, com vestes talares e cingido, à altura do peito, com uma cinta de ouro. (…) Tinha na mão direita sete estrelas, e da boca saía-lhe uma afiada espada de dois gumes. O seu rosto brilhava como o sol na sua força. (…) Quanto ao mistério das sete estrelas que viste na minha mão direita e aos sete candeeiros de ouro, as sete estrelas são os anjos das sete igreja, e os sete candeeiros são as sete igrejas. ” (Apocalipse 1:10-13, 16,20)

Em Efésios 4, Paulo define os ministérios da igreja (apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres). Entretanto, quando João escreve a última carta do Novo Testamento, ele vê sete estrelas e diz que estas são os anjos das sete igrejas. Aquelas cidades eram grandes metrópoles ou regiões que abrangiam muitas cidades e cada uma delas tinha uma grande igreja. Cada uma dessas igrejas (ou candeeiros) tinha um bispo (anjo ou estrela) sobre ela.

O candeeiro tem sete braços com lâmpadas em suas extremidades. Os braços são as igrejas e as lâmpadas somos nós, nossas vidas e ministérios, que recebem o azeite do vaso e da oliveira celestial.

“Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas.” (Apocalipse 2:5)

Se algo nos derruba ou nos faz cair é porte quem tem poder sobre nós. Não podemos menosprezar as coisas que nos fazem tropeçar porque elas são a razão de cairmos; são coisas que provavelmente nem enxergamos. Certo jovem me procurou, dizendo que sempre tropeça e cai no vício da bebida. Entretanto, após ter feito o Revisão de Vidas conseguiu ficar 19 dias sem beber, mas caiu novamente. Eu disse a ele que seu erro foi não ter participado de outros Revisão de Vida, pois ele precisaria ficar tão cheio do Espírito a ponto de vomitar quando somente sentisse o cheiro da bebida.

No Antigo Testamento, as “cidades de refúgio” (Números 35) eram assim chamadas, pois abrigavam as pessoas perdidas, desorientadas, perigosas ou que tivessem matado a outros acidentalmente. O Revisão de Vidas tem o mesmo objetivo dessas cidades, pois as pessoas ali participam para receber o poder, o enchimento, a unção, o fogo do Espírito Santo que irá trazer libertação completa às suas vidas. Enquanto elas não forem totalmente libertas, devem continuar participando, pois, do contrario, sua lâmpada interior se apaga.

O texto diz: “Volta às primeiras obras”, ou seja, volte para onde você estava forte, volte para aquelas primeiras obras que lhe tornaram forte antes de cair. O que lhe fortaleceu antes de cair? Foram as campanhas de fé da igreja? Foi uma Célula de Crescimento? Foi o Instituto de Vencedores? Foi o Revisão de Vidas? Volte a participar até se fortalecer novamente. Lembre-se onde caiu e declare: O líder precisa saber trabalhar com os tropeços de seus discípulos, pois trajetórias devem ser construídas por decisões e não por tropeços. Entretanto, se alguém não consegue identificar a sua cidade de refúgio, como poderá encontrar forças?

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