Formação de uma nação: -Ordem, Justiça e Verdade

Temos assistido recentemente notícias do MST, em que terras produtivas ou não, grandes latifúndios ou propriedades medianas, são objetos das invasões para “que o governo seja pressionado” e apresse a reforma agrária aguardada desde a Proclamação da República.

Como devemos reagir a movimentações como estas? Que o Brasil é o país das desigualdades, não se discute. Que existe uma dívida social desde o nosso descobrimento e que, até hoje, nunca se fez qualquer movimento para que a terra seja uma dádiva celeste a todos os peregrinos que passam brevemente por esta existência, todos sabemos. Invejamos países como Israel, onde constitucionalmente não se pode “vender” a terra, apenas se arrenda para que se possa usá-la por tempo definindo e, assim, todos que querem trabalhar na terra têm a mesma oportunidade, sem distinção alguma.

Porém, não podemos nos esquecer que se constrói um país com alguns valores que são inegociáveis, sob qualquer circunstância. Inspirados na liderança de Moisés que, em 40 anos transformou um exército de escravos em uma nação que se tornou uma grande hegemonia da época, três princípios são fundamentos para qualquer país sério: Ordem, Justiça e Verdade.

Ordem, porque ela é a base de qualquer comunicação. Sem a possibilidade de diálogo, o caos está instalado, situação que só interessa aos oportunistas e anarquistas que querem fazer da desordem, um tipo de ordem. Eles acreditam no caos, talvez porque já vivam nele.

A justiça é satisfação e segurança de que a transgressão será punida. A justiça é o que satisfaz a consciência humana e traz o senso de que vale a pena aceitar os limites sociais estabelecidos. E, finalmente, a Verdade, que é o que satisfaz a busca humana. É intrínseca ao homem a busca pela verdade. Aliás, é o único fundamento que permanece, a mentira não tem sustentação. Ayrton Senna disse: “uma nação se torna respeitada quanto mais firme são seus compromissos com a verdade, independente de cargos, títulos, ou qualquer outra situação”. O papel da imprensa e da justiça neste sentido é fundamental, porque se pressupõe ser ela a portadora da verdade completa, e não apenas os grupos políticos opostos.

Portanto, como tem dito o filósofo Rosenfield, o MST, como movimento social preocupado com as injustiças sociais, é bem vindo. Porém, como movimento político que acredita estabelecer uma nova “ordem”, por meio da desordem, precisa ser questionado.

Deputado bispo Rodovallho.
Brasília, 21/09/09.

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