O LUCRO VERSUS A VIDA

Segundo relatório divulgado pelo IPCC, grupo que estuda os efeitos das mudanças climáticas e suas prováveis influências na vida do planeta, alarmou um pouco mais nossa civilização.

Relatórios com níveis que variam do mais otimista, para o mais pessimista, mostraram a dura realidade que aguarda o futuro do planeta. A expectativa sobre o aumento da temperatura na Terra está entre 1,8 graus Celsius, no melhor cenário, até 4 graus Celsius, no cenário mais pessimista.

As conseqüências práticas serão sentidas no aumento, de até um metro, no nível do mar; enchentes nos deltas do rio Vermelho e rio Mekong, que afetarão nove milhões de pessoas; degelo nos pólos norte e sul; aumento das terras áridas e semi-áridas, de até 8%; savanização da Amazônia e a transformação do semi-árido do nordeste brasileiro e do norte do México.

Esperamos que os governos de todo o mundo possam, imediatamente, tomar medidas para, senão corrigir; pelo menos amenizar tais desastres ecológicos. E isso passa por responsabilidade ambiental, especialmente dos grandes agentes contaminadores, como as indústrias.

É imperativo que, qualquer atividade que possa trazer contaminação ao meio ambiente e aos seus moradores, possa ser imediatamente resolvida pelos seus responsáveis. O executivo e o judiciário não podem procrastinar medidas fundamentais para a preservação do meio ambiente.

Nesse sentido, lembramos que grandes empresas nacionais, como as que fornecem combustíveis para postos de gasolina, sistematicamente têm sido agentes de contaminação por vazamentos dos tanques desses postos. Sem falar nas indústrias químicas causadoras do desastre ambiental do caso Mantovani. Além de serem agentes de destruição ao nosso meio ambiente, o principal alarme que fazemos é que essas empresas não possuem uma política de recuperação ambiental.

Algumas medidas urgentes precisam ser tomadas, como apresentação de projetos de lei que dão prioridade à justiça comum no julgamento das causas ambientais e harmonização do judiciário na aplicação das leis vigentes. Por isso, como parlamentar, tive o privilégio e a responsabilidade de apresentá-las, além de criar e presidir a subcomissão de acidentes ambientais, com o intuito de trazer ações práticas sobre as áreas e as populações atingidas por contaminações ambientais, que estavam até agora à mercê de alguma providência governamental.

Não é necessário aguardar o caos ambiental para agir, a hora é agora, pois quando ele chegar, será tarde demais.

Dep. bispo Rodovalho

Brasília, 05/10/09.

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