Trabalho infantil

A mídia propagou bastante nas últimas semanas que houve uma queda significativa do trabalho infantil no nosso país. Dados do PNAD- Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, constatou que em 2011 havia 704 mil crianças e adolescentes entre cinco e 13 anos no mercado de trabalho, índice que caiu para 554 mil no ano seguinte, uma diferença de 21%.

O Brasil está de parabéns porque conseguiu cumprir pelo menos uma parte da tarefa de casa. Esses índices precisam ser reduzidos para 0%. Lugar de criança é na escola, aprendendo, para se tornar um cidadão responsável. Criança precisa ter segurança e esta começa na própria família. Crianças que não tem famílias estáveis, sólidas e seguras, crescem adultos cheios de conflitos e isso causa desvios em seu comportamento.

Não se deve pular etapas na formação de um cidadão. Coloque um bebê para andar de bicicleta! Lógico que ela não vai andar, não está apto para isto. Crianças precisam viver a plenitude dessa fase, serem educadas pelos pais para que cresçam pessoas do bem. Tem gente que fala: tem mais é que trabalhar mesmo! Não concordo! Sempre ajudei meu pai na fazenda, nos afazeres do dia a dia, mas explorar uma criança com trabalhos braçais sem limites é demais. Criança tem que correr, brincar, estudar.

Criança que trabalha para sustentar, muitas vezes, a própria família pode ser tornar um adulto extremamente complexado. Isso é função de adulto, nunca de um menor. Fiquei muito feliz em saber da notícia, mas precisamos de mais. Aliás, diminuir esse índice é um pacto entre todas as nações. Que a nossa diminua ainda mais esses dados. Que você lute conosco para um Brasil diferente, abençoado e que possamos agradecer a Deus por essa conquista, mas temos que trabalhar mais porque ainda tem muita criança trabalhando, sendo instrumento de trabalho para ajudar o pai e a mãe, para colocar comida em casa. Isso não deveria porque é função de um adulto, do estado, mas nunca de uma criança.

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